Volta do blog e uma pequena dor no coração

Yeah!!! Eu estou de volta. Sim, voltarei para o meu lar. Meu gueto, minha casa, meu cantinho e etc…  Sim, galera obscura que acompanha esses meus pequenos relatos. Demorei, mas voltei. Na real eu sempre volto. Vim até aqui pra tirar um pouco do pó que estava aqui nos relatos. E o mais importante deixar ele com mais cara de relatos. Uma pegada nova, algo mais digamos original, melhor que ficar só postando notícias e tudo mais.

Vou voltar com o primeiro objetivo desse meu pequeno e humilde espaço que é falar sobre cotidiano da minha simpática e humilde vida. Vamos, lá?

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Uma morte inesperada…

Nessa última semana foi bem tenso pra mim. A mãe de um amigo faleceu e até agora não sei como reagir a isso. Quando fiquei sabendo da notícia eu simplesmente travei. Esse meu amigo ele tem a mesma situação que eu, que é basicamente ter só a mãe como porto seguro. E infelizmente ele perdeu… Eu passei a semana me projetando nele, porque eu já quase passei por esse momento de perda. E foi horrível, não consigo mensurar a dor que ele deve estar sentindo.

Eu tentei ir ao enterro, por sinal eu fui um dia adiantando. Sim, eu achava que era na quarta-feira, mas na verdade era na quinta. Até nisso eu consigo ser tapado. Ele sempre foi uma figura muito importante  na minha infância e adolescência. Ele é aquele amigo que compartilha todos os seus gostos, que estava lá em vários momentos da minha vida. Mas que infelizmente graças ao tempo e as cobranças da vida acabamos nos afastando. Mas sabemos que em momentos tristes vamos estar ali pronto para estender a mão um para o outro.

A mãe dele foi uma figura muito marcante na minha vida. Principalmente pela sua humildade, simpatia e bom humor sempre. Nunca vou esquecer as guloseimas que a mãe dele preparava pra gente em quanto ficávamos horas e mais horas jogando vídeo game sem parar. Sempre perguntando se estava tudo bem se faltava alguma coisa. Infelizmente na data do enterro eu não pude ir. Tive uma ataque de síndrome do pânico senti um desconforto horrível.

Acho que meu pânico maior era de não saber se eu iria conseguir consolar meu amigo. Não ia conseguir mentir falando que as coisas iriam melhorar, que a dor iria passar. Sabemos que esse tipo de dor é eterna, ela só vai ficando mais fraca com o passar dos anos. Sinto isso com alguns entes queridos. Eu queria estar lá ao lado dele, mas infelizmente não pude estar. Esse pânico admito que eu nunca tinha sentido na vida, acho que a maior testemunha disso é minha mãe. Fiquei mal a semana inteira.

Sei que não é a melhor forma de voltar com o blog, mas isso me abalou bastante. E seria importante eu conseguir desabafar tudo isso em algum lugar. E o melhor lugar seria aqui, nesse pequeno espaço. Onde posso me abrir com o mundo.

A morte pra mim é muito delicada, acredito que estamos aqui com uma missão e principalmente acredito na evolução do espírito. Sei que ela está em algum lugar melhor, em um lugar muito melhor. Ela sempre foi uma mulher muito batalhadora, e cuido e criou o seu filho sozinha. Mas antes de partir ela teve dois sonhos realizados de qualquer mãe. Viu seu filho se casar e ter um filho. Ela partiu com o sentimento de dever comprido. Que mulher incrível, espero ter metade do bom humor dela na idade que ela chegou.

Descanse em paz Fernanda.

“A morte é apenas mais um caminho que todos temos que seguir”

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